08/03/2012

E eu tenho essa tendência louca

... de sempre achar que todas as pessoas precisam de mais uma chance. E de novo, e de novo, eu não mudo.


Seria tão mais fácil, tão mais simples, tão menos complexo e pesado de alguma forma simplesmente deixar de me importar... Mas eu não consigo.


Sorrir e fingir que me importo, enfim.

11/02/2012

Buried alive

Eu tenho pensado em me consumir, em me anular.
Em abrir os braços não pra abraçar, mas pra ser abraçada.
Em fechar os olhos que chamo de meus e de abri-los pra fora.

Tenho pensado em trocar meus vícios por outros prazeres.
Em deixar de ser, em aproveitar o estar.
Em usar a eloquência dos loucos, pra dizer que eu não estou mais em mim, faz tempo.

Nesse momento, gostaria sinceramente de ser absorvida.
De ser engolida, engolfada, levada embora.
De pegar meu coração quente na mão e apertá-lo como uma garra até que pare de bater.


E em talvez, enterrar-me na terra úmida e fresca da próxima primavera.

01/02/2012

Burn!


É interessante pensar que a imagem que ele tem de mim é de alguém sempre no limiar da loucura. Sentada no chão, abraçando os joelhos e os olhos crepitando de pensamentos confusos, como uma fogueira que teima em não apagar.
Quando ele disse que ia mudar eu sorri resignada e fingi que acreditei. Me levou pra uma volta no ar condicionado do carro, me pagou um Apfelstrudel e disse que se preocupava comigo. De novo eu sorri e aceitei. E ele me deu razão, uma razão que em quatro anos eu lutei pra manter, uma razão que se abria além de mim.

Mas eu errei... E sabe, errei feio.
Eu decidi demais. Assumi coisas demais. Por mim, por nós.

Bobagem minha ficar surpresa com a acomodação que surgiu com tudo isso. (E se essa minha tenacidade acabar?) A verdade é que eu desisti. Desisti de pensar que eu mudaria alguma coisa de verdade, desisti de tentar, acabei por me dar conta que o caminho da ajuda tem duas vias e que uma viagem dessas, sabe... Não se faz sozinha.

30/01/2012

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Um café deliciosamente açucarado e uma torta de chocolate saboreada pedaço por pedaço. Luz indireta e o abençoado ar condicionado zunindo incoerente ao fundo. Talvez eu esqueça que estou encravada no meio do asfalto numa cidade que só cresce.
Vou botar minha melhor roupa de despreocupada, pentear os cabelos como se não desse bola, me maquiar com água corrente. E vou deixar o relógio em casa, junto com todas as coisas ruins da semana, logo ao lado da pilha de coisas que eu tenho que lidar em mim mesma todos os dias.

E uma compania inesperada, talvez, pra me lembrar da vida que eu vivia antes. Pra me afundar em coisas que eu não sabia, pra fazer secar as lágrimas que guardo no fundo da alma, pra completar o último passo dessa dança cuja música eu já sei de trás pra frente.

23/01/2012

Eu sabia...

...o que estava pra acontecer. Eu sabia, um ano atrás.
Nessa mesma época, em 2011, eu tive esse medo, porque não queria que acontecesse. E depois, me esqueci, pensei ser bobagem, todas as minhas previsões viam uma mudança que pra mim seria a curto prazo. Eu me esqueci porque então era só uma sensação, um medo primitivo, infantil. Medo do novo, medo do desconhecido, medo do escuro e do que há nele.

É engraçado, não é? Me lembrar só agora do que eu havia pensado e sentido lá atrás, num ano tão diferente, que me parece tão parte do passado que poderia ser 10 anos atrás. Mas está aqui, a mudança, própria, dentro de mim, viva e irreversível.
"Eu tenho medo. Não quero mudar, não quero que seja assim. Nosso relacionamento vai mudar. Eu tenho medo. E eu vou ficar tão diferente que quando olhar pra ti, nada vai haver lá de que eu ainda goste."

Talvez nossos passos tomem ruas diferentes. Talvez eu tenha te deixado pra trás e nem tenha me dado conta da distância que há entre os nossos caminhos. Talvez eu não queira aceitar que o que nos unia, agora nos separe. Nada incomum, nada em comum.

C'est au revoir?